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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Pilares

Passamos a vida inteira buscando um objetivo e um rumo para nos guiarmos, mas no fim, o que encontramos?
Pilares da vida são construídos e destruídos com o passar dos anos, outros são remendados e reformados e alguns  ficam esquecidos para a eternidade do limbo das ideias.
Ainda assim não se encontra a resposta.

Quando crianças pensamos nas nossas obrigações e deveres, que temos uma prestação de contas, uma satisfação a dar para algum superior,  e essa ideia se reflete por toda a vida até chegar a idade adulta. Sempre existe um superior a quem devemos prestar contas. Quão solitário deve ser o lugar mais alto do trono das hierarquias. Onde ninguém o alcança e não tem para quem olhar para procurar, apenas muitos por quem zelar.

Chega o dia em que a criança percebe que não necessariamente precisa dar todas as satisfações de cada passo aos pais, que não precisa viver a vida pré estipulada em que ele é apenas o fantoche fazendo agrados e tomando decisões afim de ganhar aprovação e o orgulho de seus superiores imediatos. Nesse momento um novo mundo se abre, o que se apercebe que precisa agradar a si próprio e estar de bem consigo para estar de bem com outros.
Daí em diante as atitudes mudam, e os acostumados estranharão, bem como a oposição. Mas diante da dificuldade, como lidar? Qual o caminho certo?

Uma nova questão, um novo pilar. Cabê a cada um escolher e se decidir em como seguir adiante e arcar com as consequências que vierem, sejam elas quais forem, boas ou ruins.


sábado, 14 de julho de 2012

Não tenho um título para ti

Não sei o que escrever direito, mas por algum motivo senti vontade de entrar e escrever. Está bem tarde e nem deveria estar empenhado nisso, mas sinto que devia colocar em texto essa sensação.

Aquele momento singelo e tão difícil de se apalpar e sentir; Intangível é a palavra, distante como aquilo que não se consegue imaginar, mas ainda assim se sabe que existe e que pode ser alcançado.
Quando você consegue sentir que mudanças estão ocorrendo, que o mundo está fluindo, e que se levantar as mãos neste exato momento vai poder ver, mesmo que por apenas um único e ínfimo instante as correntes escorrendo por você.

Fases de transição, de percepção, de introspecção... Cada coisa acontecendo de uma forma, mas que ainda assim trabalham em conjunto, chegando a uma única resposta, um ser final que se molda aos poucos com o passar de dias, meses, anos, décadas... E pouco a pouco vai tomando forma até finalmente se tornar aquilo que não esperava: Você!

E então se dá conta que não estava assistindo, e sim se construindo, e agora tudo faz sentido. Ou pelo menos é isso que quer acreditar.
Ainda assim, não se deixe levar por esse pensamento, o rio ainda flui, a corrente nunca para, e a mudança nunca vai deixar de estar presente. Apenas acostume-se a ela, o tempo que durar, para se preparar para a próxima mudança e o próximo conceito.

Por vezes nos deparamos com verdades inigualáveis, mas o que não percebemos é que elas nunca saíram do lugar, fomos nós que amadurecemos o suficiente para agora enxergá-las.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Just saying


Tenho tudo ao meu redor. 
Ainda assim nada parece ser a resposta certa...

Paradoxal.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Mendigus Urbanus


A crônica urbana sendo vivenciada todos os dias, o nosso personagem preferido, aquele que sempre está lá, mas que não tem a atenção da grande maioria. Vivendo aos cantos e subjugado pela selva de pedra que o rodeia.
Alguns por opção, outros por consequência, ainda assim muitos estão lá. São os não humanos mais presentes e quem sabe até, os mais ativos na peça que se desenvolve todos os dias nisso que chamamos de vida. Não podem ser considerados meros garotos do palco, aqueles que ajudam nos bastidores, pois estão presentes na peça ativamente, desempenhando seus papéis ainda que de coadjuvantes, com uma naturalidade extraordinária. Na verdade eles são os que se pode dizer que não atuam, apenas vivem o "personagem", sem limites, sem reservas, sem restrições.

Jovens seres, alguns não tão jovens, mas que acompanham o dia passar, o movimento da sociedade, observando de perto, mas sem serem vistos. Uma visão privilegiada, de camarote, vendo o vai e vem de cada cidadão.
Ele mesmo não deve se considerar parte de nada, alheio a tudo e inerte em muitas vezes, aproveitando sua oportunidade e situação para observar tudo. Há aqui uma oportunidade unica para se desenvolver como pensador, o mundo passa a sua frente, o que se passa em sua cabeça então?

Todos os dias a mesma posição, a mesma rotina, os cenários talvez variem, mas a cidade nunca irá. Acompanhando os mesmos sons, desde o nascer da aurora até o zunir do vento da madrugada.
O que pensa? o que medita? O que lhe preenche? Em silêncio continuará grande parte do dia, até que venha a se entregar ao sono e possa organizar as ideias em mente ou poder se transportar para seu mundo imaginário, se é que é necessário.
Você que nunca o vê pensa isso, enxerga tudo isso... mas e ele? O que é tudo isso para ele? Existiria esse romantismo todo entorno da situação?

Como uma nova raça se desenvolve, aprimorando cada vez mais a habilidade de se adaptar, de sobreviver, de se tornar invisível aos olhos dos outros.. Ou será que somos nós que estamos nos desenvolvendo na arte de ignorar o próximo?
Uma evolução, pequena, casta e resoluta a qual poucos aguentam. Para a sociedade eles não são mais Homo Sapiens, e sim Mendigus Urbanus.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Diluindo


Gota a gota, vermelho vivo, rubro cintilante, a vida vai se esvaindo. Momentos, lembranças, sensações, todas se perdem sendo diluídas no meio externo que é a vida. E ali, parado, inerte, continua apenas a observar o desenrolar das coisas.

Pessoas passam, mas não percebem, pois estão ocupadas demais com suas próprias vidas sendo perdidas. Dia a dia, preenchendo cada vez mais o vazio com vento. Numa esperança de que eternamente se poderá continuar nesse ciclo sem sentido. 
Gota a gota, continua a cair. Não mais rápido, nem mais devagar, apenas constante como sempre foi. Se misturando e perdendo a forma original, numa tentativa frustrada de purificação inalcançável. Não consegues ver que estás a manchar o ambiente? Que a pureza não muda o que já está corrupto?

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Looking inside

Escrever consola, mas dizer incomoda. É meio difícil de entender esse conceito, mas é assim que a banda toca. Ao mesmo tempo que algo bom acontece, que alguém se sente bem, tem sempre um outro alguém ou uma faceta de você mesmo que se sente incomodada, triste e desanimada.

Falar o que lhe vem ajuda você mesmo a enxergar o interior, olhar para dentro caso não o faça, ou em alguns casos, olhar para fora caso seja um narcisista mega-egocêntrico. Mas existe uma questão, o seu interior está preparado para essas verdades que lhe serão mostradas?
É como expor uma criança à um assassinato, aquilo a marcará e talvez nunca venha a ser um adulto ajustado à sociedade. Sim, parece ser uma questão importante, mas não necessariamente é algo que levamos em conta ou que pensamos a respeito. Pensar no imediato, no instante, é assim que a maioria faz, ficando desatento até mesmo para si mesmo e os sinais que apresenta de que as coisas não estão bem.

Se não entendemos a nós mesmos, como entender os outros?
Ainda assim, entender os outros parece ser mais fácil e menos trabalhoso do que empenhar tempo para nós mesmos.

Não é como se eu realmente quisesse ter consciência dessa verdade, afinal ignorância é uma benção. Mas já que eu já sei e nada posso fazer contra, vou gastar umas horas pensando em como negar esse fato.

Sem animo e tempo para escrever... deixar em aberto mesmo.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sonhos

As vezes quando olho para a pagina em branco do editor de postagens eu fico meio perdido. Minha mente meio que se espelha naquela imagem sem fim e sem começo, só uma grande e infinita folha branca.
Incrível que por ser só uma folha branca você tem inúmeras possibilidades, mas ainda assim recorremos sempre as coisas que já conhecemos e estamos acostumadas, deve ser o tal do medo de tentar coisas novas. Talvez esse tipo de reação seja tão comum que nos achamos especiais (mesmo que em sentido negativo) por causa disso, por não ser capaz de se expressar, ou ainda existe a possibilidade de ser só uma reação natural diante da infinidade de possibilidades.

Pessoalmente creio na ultima proposta, pois quando se tem muito a sua frente você pouco escolhe. Fica pensando em qual a melhor escolha, ou como aproveitar o melhor possível, e daí esquece de realmente aproveitar, logo perde a sua chance.
Vide aqueles que estudam, os alunos mais mediócres da sala de aula, depois que terminam a escola tendem a ter uma vida mais estável do que aquele que era o melhor aluno. Eles não tem que fazer muitas escolhas, apenas seguir um serviço simples, as vezes braçal ou não, e continuar naquilo e ficar bom naquilo até ir subindo de posição. Em comparação, aquele que era o melhor aluno em todas as matérias, ele tem tanta coisa a sua frente que não raro fica bestificado sem saber qual rumo tomar, se é psicologia, matemática, engenharia, arquitetura, medicina, turismo, letras, filosofia.
Imagine o caos que é uma mente assim, subdividida em dezenas de pequenas especialidades, apenas esperando para serem aprimoradas. Ainda mais se ele não souber diferenciar o que é diversão do que é para ser sério grandes dificuldades podem surgir.

Igualmente frustrado eu me sinto quando paro para refletir nos meus sonhos. São como uma grande folha em branco onde posso desenhar qualquer coisa, qualquer cenário e com qualquer pessoa, mas ainda assim minha mente se reserva a reproduzir pequenas rotinas e situações cotidianas, sem muita alegria e a enfase que eu esperava.
Pessoas que esperava ver, ou lugares que esperava visitar, por mais que eu os quisesse sempre acabo voltando as rotinas. O que no minimo é frustrante.
Não tinha que ser ali naquele pequeno universo dentro da minha mente, em suas poucas horas em que ele é livre de qualquer restrição o momento em que ele deveria se soltar por completo e mostrar todo o seu potencial? E tem gente que não acredita quando digo que não me sinto uma pessoa criativa. Se bem que eu também acredito no fato de que ser realista demais é um dos fatores de ser tao prejudicado assim nessas horas.
Não me permito uma fantasia, logo meu sub consciente não vai permitir criar algo absurdo que meu senso comum seria incapaz de aceitar. Ficaria muito na cara que é um sonho e por isso eu logo desacreditaria e acordaria.

Diria que é quase como se a realidade controlasse a fantasia, ou tentasse com todas as forças e a fantasia faz o mesmo tentando criar realidade em seu mundo e controlá-la. Uma briga de forças opostas

Which one is real?.... (*none of then*)

Que sina hein.... bom, continuar tentando, ainda tenho fé que conseguirei ver algumas pessoas e criar outras nessas minhas horas em que alcanço  a tangente da realidade.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Efeito Dominó


As vezes as coisas a nossa volta estão mais interligadas do que imaginamos. Tanto que se mover uma peça errada pode desconjuntar todo o sistema. Interessante que isso pode ser aplicado para muitas coisas, seja a nossa vida, a sociedade, os estudos, as rotinas, praticamente qualquer coisa de alguma forma se encaixa nesse sistema.

Maioria das vezes somos capazes de nos ver, mas não conseguimos ver os outros e como os afetamos. É o natural egoísta que cada um tem dentro de si, a força que o leva a pensar primeiro no próprio bem estar antes de pensar nos outros ou em um todo.
Um exemplo que pode ser dado sobre isso e de como vários são afetados é quando falamos sobre amizades, as que duram, as que acabam, as que esfriam. Quando duas pessoas se relacionam elas criam vínculos de alguma forma, laços que ajudam a moldar o caráter e personalidade em ambos os lados. Quando estamos falando de um grupo de amigos podemos dizer que é o mesmo, mas de forma amplificada.
Ainda assim acontecem os casos onde uma pessoa acaba afastando seus amigos por causa de sua personalidade, seja conscientemente ou inconscientemente. Se for um caso de amizade mutua, os dois perdem com isso, pois é comum aquele que se sente isolado reclamar, ficar triste e falar de ter o tal do sentimento de vazio, mas o que poucos vêem é que o mesmo acontece do outro lado.
Existe um problema, as vezes mesmo em uma situação assim nenhum dos dois lados se prontifica a mudar, e dai vem o efeito dominó, onde a partir de um ponto  tudo desmorona igualmente, mas em sentidos opostos. Ambos não se falam, ficam receosos de voltar, vêem de uma forma o ocorrido e acham que o problema pode ser consigo mesmo.

Algumas pessoas que conheci passaram exatamente por isso, dentre elas eu também já me vi em situação parecida. Engraçado como tudo as vezes não passa de um mal entendido e falta de iniciativa.
Deixar a coisa rolar pode ser bom, mas existem momentos em que é crucial fazer uma intervenção.

PS: ando tendo alucinações auditivas as vezes rsrsrs... devo estar começando a ficar louco, ou estou muito cansado mesmo rsrsrs

A Nausea

Um livro com conteúdo tão forte e profundo que poderia influenciar os mais fracos. Acho que foi mais ou menos assim que um professor apresentou "A Náusea" para a sala quando ele explicitamente não nos recomendou ler o livro.

Como um bom do contra eu busquei o livro na biblioteca na mesma semana e comecei a lê-lo... Segundo o professor o conteúdo ali descrito desencadeou uma onda de suicídios no período em que foi escrito. Esse tipo de reação em massa por algum motivo me fascina, então resolvi ler e entender o por que. Valeu a pena.

O livro é um romance existencialista, e uma coisa é certa, quando se pensa demais sobre existência conseguimos chegar a reflexões tão perturbadoras que não seria de se admirar que muitas pessoas tenham se sentido depressivas e pensado em suicídio por causa do conteúdo.
Humanidade vive, mas todos sabemos, alguns mais do que outros, que não é uma vida satisfatória essa. As vezes até mesmo nossa presença individual é que é o problema, e assim como o livro descreve, é repugnante.

Não pretendo fazer um review do livro aqui, melhor deixar para os mais curiosos buscarem, pois é uma obra que apesar de tudo vale a pena ser lida.

Em minha leitura e busca do por que do professor ter feito tanto alarde em volta da temática e história do livro eu entendi o que ele quis dizer. Quando você tem uma história de um protagonista que tem aversão a pessoas e que sofre de traumas passados e excentricidades facilmente pode-se ver o negativismo que isso iria gerar.
No livro o protagonista tem uma sensação ruim, que é o que ele descreve como sendo A náusea, e sempre aparece quando ele pensa sobre as pessoas. O ponto mais critico do livro e que creio que seja aquele que deve ter levado muitos ao suicídio é uma descrição feita das pessoas e sua existência em uma espécie de devaneio entorpecido do protagonista no meio do livro.
Foi a descrição mais intrigante que já li, e confesso que realmente te deixa com uma sensação ruim ao meditar a respeito.



Encontrei o trecho em questão num documentario no youtube. Apesar de que concordo com o comentário do video, é uma versão diferente da que eu li no livro, na tradução que tinha em mãos, que era mais pesada e impactante.

PS: Ultimamente não ando no meu melhor estado de espirito para escrever, acho que os posts serão meio entrecortados...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Confuso sim... mas talvez valha a pena escrever

As vezes crescemos com uma ideia na mente, um ideal que nos guia e nos dá sonhos. Quando se é jovem tudo é mais facil e sonhar é uma coisa permitida e até mesmo exageradamente explorada.
Pode soar pessimista, mas nem todos se dão o luxo de se manter nas fantasias assim por tanto tempo, e quando o fazem escolhem um caminho não muito facil de ser aceito pelas outras pessoas "normais".

Nesse sentido é tudo uma questao de referencial. O que é normal e aceitavel? pode nao ser o mesmo para outra pessoa do outro lado do mundo, ou ate mesmo para seu vizinho, ainda assim o ser humano se sente impelido a rotular as coisas. Bom, Mal, Saudavel, Elogiavel, Deploravel.... Todo um conceito criado em torno de ideias relativamente aceitas pela maioria.

Voltando a falar sobre os sonhos...
Quando nao se deixa viver acreditando na fantasia, aparentemente perdemos algo que deve ser muito valioso para aquele que continua no mundo de faz-de-conta. Dizem que se perde a alegria, mas eu acho que eu diria mais: 

Não perdemos a alegria, apenas desenvolvemos igualmente ou melhor as outras qualidades. (*ou é nisso que queremos acreditar piamente*)

É uma pena que nao se pode viver completamente por conta. Maldita essa necessidade humana de viver em sociedade e interagir com outros para poder se sentir bem. Se você nao o faz alem de ser mal visto pelos outros ainda vai ter que aguentar você mesmo te importunando com as carencias e sentimentos frustrantes.

...
...
...


Hehe, to sentindo que nao to fazendo muito sentido... tudo bem, eu já esperava por isso.
Considere minha mente perturbada apenas um pouco mais emaranhada que o normal.

Melhor terminar por aqui.

PS: Por algum motivo me lembrei do livro "A Nausea" livro que nao recomendo para muita gente rsrsrs só para os fortes =P (Já causou uma onda de suicidios no ano que foi escrito)

sábado, 31 de março de 2012

Fellings ???

Existem muitas emoções que as pessoas são capazes de demonstrar, mas falar de todas é muito cansativo.

Estava pensando sobre isso nesses dias. Se tem uma emoção (*nem sei se dá para classificar como emoção*) que me fascina muito é a Satisfação.

As vezes é só por um momento, mas vc se sente bem.
Apesar de satisfação estar mais para um sentimento do que uma emoção, eu acho interessante, diria até bonito de se observar.
Muitas vezes relacionada com felicidade, momentânea ou duradoura, a satisfação parece ser uma daquelas coisas que todo mundo procura, a maioria passa direto quando encontra, e os que acham tentam entender sendo que apenas uns poucos a entenderam e poderão aproveitar por completo. Ainda assim parece que vale a pena de se correr atrás.
Tem quem relacione com prazer também, o que é valido. Acho que pode ser dividido em estados, como fisicamente ou apenas como um estado de espírito. Mas falar de prazer me lembra que tem muita gente que só relaciona ao prazer sexual ~_~ Muita gente não sabe definir bem as coisas. Prazer pode ser uma extrema sensação boa que se sente por motivo de alguma atividade, mas não precisa ser necessariamente físico.

Acho que a verdadeira sensação de satisfação, felicidade ou prazer, seja lá como você chama, é aquele momento em que você esta fazendo algo muito bom, mas o suficiente para você acreditar por um instante que poderá continuar sorrindo e rindo por mais uns 3 ou 4 anos seguidos sem parar. Quando você se sente livre e sem travas para se expressar, e sente vontade de rir, mas as vezes nem sequer sabe o motivo.





Vi duas cenas que me levaram a escrever sobre o tema:

A primeira foi quando voltava para casa ontem, depois das 23h dentro de uma lotação. O motorista estava com um rádio portátil ligado, tocando uma musica que parecia ser algo do Pussy cat dolls, mas uma das mais antigas uma baladinha de ritmo suave. Paguei a passagem e me sentei ao fundo e comecei a observar o motorista que alegremente cantava junto com a musica afinando a voz e com seu companheiro cobrador do lado dando risada junto. Não importava quem subia a cada ponto, ele estava feliz e cantando enquanto dirigia a noite em sua ultima viagem do dia. Chegou em dado momento a falar alto "Essa música mudou a minha vida!" e eu nesse momento tive a ideia de escrever sobre o tema, por que felicidade alheia de certa forma contagia e me senti bem para dar umas risadas.

A segunda cena foi enquanto andava com meu pai o ajudando em seu trabalho hoje, quando paramos em uma casa de uma cliente para fazer uma entrega. Enquanto ele conversava com a cliente eu comecei a observar duas crianças, uma delas até mal vestida, mas para crianças não existe esse tipo de diferenças. Eles pareciam grandes amigos, sempre rindo. De repente um deles puxou uma mexerica de uma sacola e ficou mostrando ela, deu menos de um minuto e estavam os dois comendo e começaram uma guerra de gomo de mexerica um tentando acertar o outro. Sem maldade, sem violência (*talvez um pouco rsrsrs*) apenas duas crianças brincando felizes vendo quem consegue acertar e quem consegue desviar melhor, rindo descontroladamente por algo que a olhos adultos é uma brincadeira sem sentido e boba demais. Não importa o que os outros iriam dizer, se era bobo demais, se estavam sujando a rua, ou o que quer q fosse, estavam se divertindo e isso apenas bastava.


Sei que tá um post muito positivo, quem me conhece de verdade talvez até diga que nem parece eu escrevendo, mas talvez isso seja bom. Que seja, não espere muitos posts gay como esse, deixar o Delta falar resulta nessas coisas, mas como o endereço do blog sugere isso aqui nao é do DeltaBill e sim de Evans Hauss u_ú

terça-feira, 27 de março de 2012

Mundos Paralelos

Tem quem não acredite em mundos paralelos, outras dimensões e todas essas coisas que as ficções cientificas pregam por aí. Mas eu digo o contrário:

Paralelismo existe sim! Está ai presente e perfeitamente visível aos nossos olhos, apenas para os que realmente querem ver, claro! ^^

(*Oh boy~~... A palavra Paralelismo me lembra matemática e geometria =_=*)
As vezes não nos damos conta, mas a todo momento cruzamos com vários universos, várias realidades, vários mundos. As vezes até mesmo entramos um pouco neles, atravessamos toda a massa etérea que separa um mundo do outro e  passamos a partir daquele momento ser parte daquilo tudo (*A não ser que vc seja muito Troll, pq ai vc vai ferrar o mundo alheio xPP*).

Antes que pareça que andei comendo uns cogumelos por aí melhor começar a definir as coisas.

Cada ser, ele humano ou não (*Aliens??? O.o... Tá parei! rsrsrs*), tem uma forma de ver as coisas e encarar o mundo, lidar com as situações, uma forma única de pensar. Do ponto de vista dele existe um mundo a parte, um universo paralelo, onde em geral ele é Deus e criador de tudo que o rodeia, por isso tem autoridade absoluta e suprema sob suas criações (vulgo filhos).... Bom, esse poder é absoluto até o momento que ele acaba cruzando com algum outro "Deus" por aí na rua. Geralmente as coisas acabam bem e eles se entendem, mas algumas vezes o encontro que se dá é de dois grandes deuses da guerra e poucas fagulhas não são suficientes para esses dois rsrsrs.

Vivendo assim tão rodeado de pessoas é interessante ver a bolha que cada um tenta se colocar dentro para determinar que aquele é o espaço dele. Mas é impossível impedir uma ou outra invasão, ainda mais hoje com as redes sociais.

Entrar nos mundos das pessoas também é algo que pode ser bom. É interessante começar a entender os diversos pontos de vista, nos torna menos egocêntricos. E para os que tem necessidade de sentir algum tipo de laço que o interliga com a resto do mundo, é ótimo.
Mas entrar no mundo dos outros e se instalar ali definitivamente deve ser sinal de que o seu próprio mundo anda uma completa bagunça, tanto que para não ter que pensar em ter que arrumar o seu é preferível se manter no mundo dos outros.... Mais uma forma de fugir dos problemas. =_=

As vezes as pessoas tem interesses em comum, pois não é por que eles são paralelos que são completamente diferentes esses mundos. Assim como na teoria de universos paralelos, nos vários mundo que cada um sustenta podem existir semelhanças ou equivalências.
Se você for sádico, ou realmente gostar dessas coisas, vai achar legal ficar observando como eventualmente alguns mundos se mesclam em um só, são aqueles famosos casais feitos um pro outro rsrsr.

Teria muito mais coisa que eu queria falar (*ou não... minha mente é uma coisa perdida*), mas não tenho tempo hábil para isso u_ú

Vou deixar a ideia aqui em aberto, para quem quiser continuar ^^
PS: queria ter elaborado melhor esse post =_= mas nao vou deixar dois dias sem postar nada... coloco alguma coisa mais bonita no próximo

sexta-feira, 23 de março de 2012

Stalkear ou não Stalkear

Estava revendo meus videos no youtube, aqueles que gosto, e me dei com esse aqui.


Musica interessante essa da Clarisse Falcão, mas que muitas vezes me leva a questionamentos sobre até onde as pessoas podem chegar.

Assumo que já tive tendências stalker, é uma coisa doentia e é engraçado como é facil concordar com a letra da música rsrsrs
Eu queria tanto que você não fugisse de mim; mas se fosse eu, eu fugia.
Considerar uma pessoa importante para sua vida é agradável, mas é triste quando não correspondido. Qual a melhor forma de lidar com isso? Maníacos e psicopatas vão concordar comigo que a resposta é "vou continuar nutrindo isso secretamente e sem ser descoberto me aproximar mais e mais da pessoa :B até que chegue o momento que ele perceba que eu sempre estive lá por ele... com certeza essa pessoa vai passar a me notar e reconsiderar depois disso \o/"


Alguns Stalkers estão tão grudados e a tanto tempo que você começa a achar normal

Pobre Stalker indefeso e ingênuo, não percebe o quanto é assustador esse tipo de pressão e como isso só gera uma influência negativa para a sua imagem.
A regra da música é válida. Se você tem essas manias, nunca diga isso para a pessoa, ela ficará assustada e vai fugir. kkkkk

Um grande problema é que a pessoa que quer tanto assim ficar ao lado do que gosta fantasia, as vezes imagina coisas que nunca aconteceu, vê respostas subentendidas onde não existe nada. enxerga ouro no meio da lama, quando na verdade não tem nada lá.
Quando a realidade bate é um grande choque (*Por que a realidade nunca é boazinha, ela sempre vem dando os seus melhores socos*) e alguns as vezes não conseguem se levantar.

Ter a vida dependendo de outro é digno de tema para artigo de psicanalise. É triste e mostra muitos problemas de personalidade e de auto-estima.
O problema maior não é saber que sofre de um problema como esse, e sim mesmo sabendo continuar dependendo disso que apenas machuca. A dependencia corrói, e se não for correspondida pode facilmente levar ao desespero. O que é pior do que uma pessoa com problemas em desespero??

Medo de perder a pessoa, frustração pelos seus esforços não renderem resultados, consciencia da própria situação degradante, tudo isso pode levar uma pessoa a cometer as mais diversas barbáries.

Cuidado com os que te rodeiam, alguns podem estar sofrendo só de te ver e saber que você não entende de verdade como ele se sente =/
Ser rejeitado é ruim, ser ignorado (as vezes nem sequer intencionalmente) é equivalente... imagine o peso e a dor de sofrer os dois.

rsrsrs tudo que resta é rir... lembro desses momentos das centenas de piadinhas de friendzone que já vi por ai na net. Você ri, mas as vezes ri com um certo pesar no peito por já ter passado por algo semelhante.

PS: Não vou postar o de medos... talvez termine por nunca o postar (*me disseram que tenho tendencia a nao terminar as coisas*) pois ainda nao está do meu agrado as ideias na minha mente, não sinto que consigo organizar ainda =/

Quebra cabeças da vida

Pensando sobre as coisas que o cerca cada vez mais você percebe que o mundo é um grande quebra cabeça onde as peças se encaixam e desencaixam, mas não forma uma unica imagem. A cada movimento, cada peça mudada de lugar a paisagem desenhada muda, como se estivesse vivo.... Na verdade deve estar vivo sim, afinal é da vida e do mundo que estou fazendo analogia.




Mas um quebra cabeça teoricamente tem que ter um fim, um ponto de parada, se nao tiver qual o objetivo de ter aceitado o desafio de tentar montar ele? Não estamos todos ansiosos pelo momento que poderemos olhar satisfeitos e dizer "agora esta tudo terminado, posso emoldurar e pendurar na minha parede para mostrar a todas as visitas o quão inteligente sou"?

A cada peça que mexemos a imagem muda, afeta o nosso quadro e muda o quadro daqueles que estão sentados no grande salão tentando montar seus próprios quebra-cabeças junto conosco. As vezes um movimento nosso faz o do nosso companheiro de jogo ficar mais fácil, outras vezes destrói tudo que ele construiu. Mesmo sem perceber estamos conectados, influenciando direta ou indiretamente o desenvolvimento e desempenho de outros.

Se é ou não essa a analise correta não posso confirmar, mas ainda assim continuar a buscar a resposta, a imagem final desenhada ainda parece um desafio relativamente empolgante. (*se é que realmente sei o que significa "empolgante"*)

Pessoas vêm e vão, algumas duram mais do que outras, mas ainda assim são passageiras tanto quanto a imagem distorcida que se forma no quebra-cabeça descrito.
Se você tem uma visão centrada apenas em si mesmo achará ruim, se sentirá triste e injustiçado, mas basta um olhar rápido para o mundo a volta e perceberá (*a não ser que seja muito teimoso =_=*) que até mesmo você é alguem que vem e vai na vida dos outros. Não precisa se sentir especial, afinal seguimos diversos ciclos sem nem sequer nos darmos conta....

.....
 Nesses momentos que me lembro da frase que tanto gosto de falar:
"A ignorância é uma benção, malditos somos nós os que temos consciência da profundidade dessas palavras"
....

Então aproveite seu tempo, pode ser o ultimo junto com aqueles que conhece atualmente ^^"

Você pode fazer isso, ou se trancar em um quarto escuro e esperar... o que lhe for mais conveniente rsrsrs.


No fim perdi o foco... =_= acontece, uma ideia puxa a outra.

Acho que a ideia que queria passar era: 
       Monte seu quebra-cabeça, se conseguir achar um sentido e enxergar uma imagem fixa me avise. Seja você mesmo a medida do possível e não se apegue a uma única coisa ou uma única ideia fixa pois ela pode de um instante para outro mudar sem que você perceba.

"Decepções virão, se você for tão forte quanto deseja ser, ou tão resistente quanto os outros acham que você é, conseguirá superar" - Evans Hauss

PS: Concordo com a frase acima, não fosse o fator sorte estar envolvido e a necessidade de ser otimista.... é possível, talvez agradável. Seria viável?

terça-feira, 20 de março de 2012

Multidões

Quando se vive em uma metrópole você se acostuma a ver todos os tipos de pessoas, nas mais diversas variedades possiveis.



Ando nas ruas, nos parques, nas casas e nos corredores, mas tudo que vejo sao pessoas disformes e sem rosto. Tudo bem, elas devem me ver dessa forma tambem, ou até pior.
A sensaçao de calor humano é constantemente presente, mas passa longe de ser como o idealizado. Pessoas ao redor, mas ainda assim, ninguém à vista.

Em meio a grandes multidões, alguns encontram a si mesmos.
Encontrar um sonho perdido, caído no chão não deve ser tão difícil assim, mas os mendigos devem os pegar todos, esconder, e ficar apreciando em seus momentos de solidão a noite.

Raças, cores, escolaridades, niveis culturais, famílias... Tudo diferente um do outro, mas ainda assim, quando colocados todos em um único ponto parecem ser um só.


Alguns dizem que há beleza nisso. No meu ver só há um grande vazio, o sentimento de se estar perdido e a sensação de solidão.



Tudo bem que é uma bela de uma visão dramática do assunto, mas não deixa de ser uma visão.
Se aglomerar para viver, formar sociedades, se estabelecer como uma raça superior, e depois de organizado criar todos os meios de tecnologia possiveis para nos isolar uns dos outros e acabar com o costume de socializar... Esse é o ciclo humano ^^ parabéns humanidade o/